Bolsão MS - Cachorros preferem morder pessoas ansiosas, diz estudo
Ciência | Superinteressante | 14/07/2018 12h00

Cachorros preferem morder pessoas ansiosas, diz estudo

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Se você já ouviu alguém dizer que é importante não demonstrar medo de cães, como o canino pode ‘farejar’ o nervosismo e a ter uma maior propensão para o ataque, sabemos que o senso comum é, mais uma vez, coberto de razão: em um estudo publicado na revista British Medical Journal, os melhores amigos do homem pode não ter exatamente a capacidade de farejar medo, mas parecem ter respostas mais agressivas quando confrontando as pessoas com medo.

De acordo com o levantamento, as pessoas estão mais ansiosas e neuróticas são mais susceptíveis de ser mordido por cães e a maioria das vítimas afirma não ter conhecido os cães executores.

A Universidade de Liverpool, reino Unido, conduziu uma entrevista por e-mail com mais de 1,2 mil moradores da cidade de Cheshire, na Inglaterra – e, além de um questionário de personalidade, os pesquisadores quiseram saber sobre experiências com cães agressivos, se os ataques levaram a algum tipo de tratamento médico, e se os participantes já sabiam que os animais em questão.

Mais de 600 pessoas responderam – e, destes, pouco menos de um quarto reivindicou ter recebido a pica. Foram 301 ataques – e um terço deles necessitaram de algum tipo de tratamento médico. Os homens têm mostrado para ter o dobro de experiências, e os donos de cães têm mostrado o triplo de possibilidades. A maioria dos ataques, no entanto, aconteceu com os cães cujas vítimas não tinham conhecimento (55%).

O padrão é o mais surpreendente, no entanto, tem precisamente a ver com o medo de pessoas que são menos estáveis emocionalmente. A cada queda de um ponto em uma escala de 1 a 7 para medir o neuroses (sendo sete maior estabilidade), o que representa um aumento de 33% na chance de uma mordida.

Embora o estudo não prova que uma conexão direta, por A+B, entre ansiedade e mordidas de cães, os responsáveis pelo estudo acreditam que, como a maioria desses incidentes ocorrem quando somos crianças, os ataques podem se transformar em um trauma.

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