Analistas mantêm recomendação positiva para Suzano apesar de trimestre pressionado por câmbio e volumes

"/>
Investimento | Com Portal Celulose | 05/05/2026 15h30

Analistas mantêm recomendação positiva para Suzano apesar de trimestre pressionado por câmbio e volumes

Compartilhe:

Desempenho do período refletiu sazonalidade, paradas de manutenção e efeitos cambiais, com expectativa de recuperação ao longo do ano

A Suzano apresentou resultados abaixo das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026, impactada pela queda nos volumes de vendas, sazonalidade típica do período, paradas de manutenção e pela valorização do real frente ao dólar.

O Ebitda ajustado recuou 18% na comparação sequencial, ficando aquém do consenso de analistas. A retração nos volumes de celulose e papel foi um dos principais fatores negativos. Instituições como Bradesco BBI, Jefferies e BTG Pactual atribuíram o desempenho à sazonalidade e à maior concentração de paradas para manutenção, enquanto a XP Inc. destacou que a valorização do real neutralizou os ganhos com a alta dos preços da celulose.

No segmento de papel, o J.P. Morgan apontou que o Ebitda ficou cerca de 17% abaixo das estimativas. Já Itaú BBA e outras casas ressaltaram a queda relevante nos volumes de embalagens, tanto nos Estados Unidos quanto no mercado doméstico.

A menor produção elevou os custos, com Citi e Santander observando aumento no custo-caixa da celulose, pressionado pelo encarecimento da madeira e pela menor diluição de custos fixos.

Na frente financeira, BTG Pactual e J.P. Morgan destacaram que investimentos, consumo de capital de giro e juros elevados levaram a uma relevante queima de caixa, mantendo a alavancagem entre 3,2 e 3,3 vezes o Ebitda no período.

Apesar do desempenho, os bancos reiteraram recomendação de compra para as ações da companhia, com preços-alvo entre R$ 64 e R$ 75, avaliando que a queda acumulada de quase 15% no ano já reflete esse início mais fraco. O BTG Pactual classificou a Suzano como um dos destaques do setor, citando vantagens competitivas e liderança em custos, enquanto o BB Investimentos e o Citi apontaram que os múltiplos seguem atrativos.

Para os próximos meses, analistas projetam recuperação dos volumes a partir do segundo trimestre. Ainda assim, a XP alerta para possíveis pressões vindas da China, e o Jefferies recomenda atenção ao cenário geopolítico no Oriente Médio, que pode impactar os custos de produção.

VEJA MAIS
Compartilhe:

PARCEIROS